A Islândia foi formada pela junção das duas maiores placas tectônicas do planeta há cerca de 15 milhões de anos, e é a maior ilha vulcânica do mundo.

Com o afastamento das placas, as erupções na Dorsal Média Atlântica se deram em série, fazendo com que o magma viesse a superfície dando origem à formações rochosas carregadas em minério, os vulcões.

 

Para conhecer esse cenário exuberante, a equipe de Álvaro contou com a ajuda de Gudjon, o experiente piloto que já fez vôos para diversos filmes e séries de TV.

 

Um dos primeiro lugares que sobrevoo é o lago de Þingvallavatn (pronuncia-se Tingvallavat), o maior da Islândia com 83 km2, 114 metros de profundidade e estando a 100 metros acima do mar. Tanto o lago quanto as montanhas ao redor foram usadas nas gravações de Game of Thrones.

 

O helicóptero passou depois pelo Hekla, um extratovulcão (vulcão em forma de cone. Poucos vulcões do mundo têm esse formato, além do Hekla, o Calaqui, no Chile é outro vulcão ativo com esse formato) que tem 1420 m de altura e é um dos vulcões mais ativos da Islândia. A última erupção aconteceu em 2000. O jornal londrino “The Independent” disse que vários cientistas acreditam que o vulcão deve eclodir novamente esse ano. É muito difícil prever o tempo que uma erupção vai durar. As mais curtas duram dez dias. Na erupção que aconteceu em março de 1947 o Hekla só parou em abril de 1948. Álvaro também teve a chance de pousar no famoso vulcão Eyjafjallokull, que parou todos os aeroportos do norte da Europa em 2010. O Eyjafjallokull tem 1621 metros de altura e uma extensão de 100 km2 cobertas por neve, transformando o local oficialmente em uma geleira. Acredita-se que o vulcão entrou em erupção em torno de 1821 a 1823 vezes.

 

O helicóptero pousou exatamente onde a erupção de 2010 começou e se manteve por três semanas.

 

Depois da experiência no ar, foi a vez de conhecer  o Thrihnukagigur, um jovem vulcão que entrou em erupção há 4500 anos. Ele faz parte de um complexo de 3 vulcões onde o mais antigo tem por volta de 45 mil anos. A cratera foi descoberta em 1974 pelo esquiador Árni Stefansson, que nessa época desceu com um artoche que durava apenas 1 minuto e obviamente não conseguiu enxergar muita coisa. Em 1991 após estar formado em geologia ele conseguiu um patrocínio para explorar o vulcão e descobriu que aquela cratera se tratava de uma câmara de magma. Curiosamente a câmara estava sem qualquer lava – ninguém conseguiu uma explicação para isso. Mas a ausência da lava faz a visita possível. O Thrihnukagigur está dormente e provavelmente não deve mais entrar em erupção devido a essa ausência do magma, diferente dos seus irmãos próximos, que podem explodir a qualquer momento.

 

A equipe teve pela frente uma hora de caminhada até chegar ao vulcão. Uma experiência, cansativa, porém única. Para descer até a câmara de magma, eles precisaram de equipamentos de segurança e embarcar em um elevador especialmente projetado para o local. Dali desceram 120 metros terra a dentro. E é chegando na câmara que é possível entender o poder de uma erupção e as maravilhas que só a mãe natureza pode desenhar.

 

Se você quiser saber mais sobre essa aventura, clique aqui

Adicionar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Parceiros: