Neste episódio do 50 por 1 Álvaro Garnero foi conhecer o restaurante que colocou a pequena Ilhas Faroe no mapa da culinária internacional: o Koks.

Comandado pelo jovem chef Poul Andrias, o restaurante recebeu o prêmio de melhor restaurante nórdico, desbancando o conceituadíssimo Noma, na Dinamarca – que já foi considerado o melhor do mundo. O restaurante fica no vilarejo de Kirkjubøur, na ilha de Streymoy, a 25 minutos da capital Tórshavn. Um dos elogios que Poul recebeu de um crítico culinário é que ele transforma a paisagem das Ilhas Faroe em comida e isso é basicamente resume o menu dele: Poul usa elementos da própria natureza, disponíveis ao lado do restaurante, para fazer suas criações.

O restaurante tem pouquíssimas mesas e é preciso fazer reservas com pelo menos um mês de antecedência para desfrutar dos 27 pratos servidos no menu de degustação. O preço é um pouco salgado, mas a experiência é inesquecível.

 

Na capital das Ilhas Faroe, Alvaro Garnero se deparou com uma obra de arte impressionante do principal artista local, Trondur Patursson. Trondur é pintor, escultor e ficou famoso por trabalhar pinturas e esculturas com vidro. Seus famosos pássaros foram expostos no Centro Kennedy em Washington em 2013. Tróndur também é um aventureiro – como todos os faroleses, aprendeu desde cedo a navegar e pescar. E o explorador Britânico Tim Severin levou Tróndur a bordo de cinco das suas aventuras no mar. Na primeira, em 1976, ele resolveu recriar a viagem de São Brandão, um abade irlandês, que viveu no século V depois de Cristo e que foi um dos primeiros colonizadores das Ilhas Faroe. Esses padres foram mortos pelos Vikings, mas diz a lenda que São Brandão conseguiu fugir de barco e chegar antes de todos na América. Para provar que a lenda poderia ser verdade, Tim Severin fez uma réplica de um Curach e colocou Trondum na tripulação para ajudar na navegação, suprimento de peixes e também para ilustrar a viagem. Nos anos 90 Tim Severin resolveu também provar que os asiáticos conseguiram chegar na América antes de Colombo, por isso encontramos várias influências asiáticas nos traços indígenas e também na arquitetura de alguns povos. O desafio era muito maior porque eles teriam que cruzar o Pacífico que é muito mais extenso que o Atlântico, quase o dobro da distância. E o fizeram em uma jangada de bambu. A jornada saiu do Vietnã e acabou a poucos km da costa americana. Essa foi a única travessia em que eles não conseguiram completar. Tróndur defende que só quem navegou todos os oceanos sabe encontrar a cor certa de azul. E depois de conhecer a obra desse artista-aventureiro, a gente acredita.

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