
Viajar pelo Brasil é mergulhar em um mosaico de sensações que desafiam o óbvio. Em 2025, Alvaro Garnero percorreu diferentes regiões do país para registrar o que o território nacional tem de mais autêntico. De casarões do século 18 reconstruídos em Ibitipoca (MG) ao ritmo contagiante dos bonecos de Olinda (PE), a expedição revelou que o verdadeiro luxo brasileiro está na simplicidade e na história. A jornada não foi feita apenas de movimento, mas também de pausas estratégicas. Na Fazenda Muriqui, Alvaro experimentou a Sling Desk, uma técnica de massagem suspensa desenvolvida originalmente durante a Segunda Guerra Mundial. Ao eliminar a força da gravidade, o método acelera a recuperação do corpo. A busca pelo bem-estar continuou na água.
Na região do Areião, em Minas Gerais, a técnica de flutuação em águas aquecidas proporcionou uma experiência regressiva. Segundo a educadora física Rosana Habiba, o isolamento acústico sob a água permite que o paciente ouça apenas o próprio batimento cardíaco. “É uma revisitação ao útero materno”, explica. Já em Pernambuco, na Praia de Guadalupe, o tratamento veio da terra. Alvaro testou a famosa argila local, descoberta há 16 anos e conhecida por propriedades rejuvenescedoras. “A pele repuxa, parece que envelhece dez anos em minutos para depois renascer”, brincou ao ver a textura de creme da argila secando no corpo. A gastronomia serviu como fio condutor da viagem. No interior, o destaque ficou para o “café sertanejo” e combinações inusitadas, como o melado de cana com requeijão caseiro frito na manteiga de leite. Em Goiás, o tradicional empadão goiano reafirmou-se como um “pedaço da história culinária”. Em Minas Gerais, o clássico pão de queijo foi feito do zero sob a supervisão da cozinheira Tati, em Vila Mogol. O segredo? O ponto da massa que não esfarela e o tempo preciso de forno para garantir a crocância. Mas nem toda experiência foi suave. Nas Serras dos Pirineus, Alvaro aprendeu a consumir o pequi. O chef Fabricio Ribeiro alertou sobre os perigos do caroço: “Os espinhos são minúsculos, parecem farpas e dói muito para tirar”.
Mesmo com o risco, a galinhada com pequi foi descrita como uma experiência gastronômica memorável. Para encerrar a trajetória, a sobremesa que mais marcou o aventureiro veio dos mangues pernambucanos. A cocada cremosa da Dona Lourdes, servida com simplicidade e “muito amor”, sintetizou o espírito da viagem: um Brasil empreendedor, acolhedor e, acima de tudo, delicioso.
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